quinta-feira, março 28, 2013

Esses, diria, morreram todos

Faz-se saber que a nova Ribeira das Naus, inaugurada no passado sábado, está a precisar de obras.
É assim... e sim, leram bem, foi inaugurada no sábado. Parece que no domingo já havia problemas.

Como se pode ler no Publico, "três dias depois da inauguração e abertura ao trânsito automóvel, são já dezenas as irregularidades – que começaram a aparecer logo no domingo – no pavimento da nova Avenida da Ribeira das Naus, em Lisboa. Além de buracos e rebaixamentos causados pela passagem de automóveis, há ainda pedras soltas e passadeiras com a tinta quase apagada".


"Nova" Ribeira das Naus  (foto de Rui Gaudêncio)


Ou seja, a "nova" artéria durou 1 dia.
Um dia.
Mas um dia são 24 horas, 1440 minutos, algo como 86400 segundos (sei fazer contas, hein?...).
A "nova" artéria durou, portanto, 86400 segundos.

Já parece melhor, não já?
Não, realmente não parece.

Eu francamente não percebo. Calcetar uma rua é muito mais que colocar uma pedra ao lado da outra e outra ao lado da uma, eu sei... mais, muito mais que isso. 
Mas 1 dia?

Conheço ruas com muito mais que a minha idade, calcetadas por quem não brincava em serviço, que dão lições de saber a muitas - praticamente todas! - as que vi serem feitas.

Rossio, há muito muito tempo...

Mas falamos de homens de outros tempos, nessa altura havia uma coisa muito bonita que se chamava brio.
Esses, diria, morreram todos. Para nós, hoje, é normal não sabermos calcetar o que quer que seja.

E assim vamos.
Nisso como em tudo o resto. 

sábado, março 23, 2013

"Bairro", da 6ª à 8ª parte

Parece impossível. A rubrica "Bairro" continua a sua caminhada em direcção ao... não sei, não sei para onde caminha a rubrica, é para algum lado mas não sei onde.

Mas continua. Acho que é o importante a reter aqui. Quando nos propomos a fazer alguma coisa, é importante que... não sei, é importante fazer qualquer coisa no sentido de, de facto, a fazermos, mais não seja porque... não sei, mais não seja devido a alguma coisa.

E é essa coisa.
É essa coisa... (em fading, para dar a sensação de grandioso e, ao mesmo tempo, de eterno. Acreditem em mim, que eu sou 'muita bom' neste tipo de... não sei, sou muita bom, pronto).


Rubrica "Bairro", VI - Branca
Fevereiro 2013


Rubrica "Bairro", VII - A luta
Fevereiro 2013


Rubrica "Bairro", VIII - Terracota
Março 2013

Ainda havemos de chegar às 10...

segunda-feira, março 18, 2013

Estetoscópio

- Bom dia!
- Bom dia senhor doutor...
- Então sr... José, que se passa?
- Olhe, estou muito mal. Dormi mal, vomitei, tive tonturas, eu sei lá! Estou mal!
- Humm... diz-me que é do lado direito?
- Sim, do lado direito.
- Aqui? Estou a ver... 
- O que acha?
- Pode ser muita coisa, mais vale começar por um raio X.
- Acha mesmo? Não será fígado?
- Se "acho"? Mas que raio, quem é que aqui tem o estetoscópio!?
- Tenho eu, senhor doutor. Estava ali no chão do corredor e trouxe-o...
- Ó diabo, então sente-se aqui.
- Na sua cadeira?
- Sim sim. E olhe que isso deve ser fígado...

domingo, fevereiro 10, 2013

Transportes em competição no FTF

Depois do sucesso da 1ª edição de 1985, que teve em Alcafache o seu ponto mais alto, eis que 2013 foi o ano escolhido para o regresso do "Festival Transporte Fatal", o festival nacional dedicado aos acidentes envolvendo transportes colectivos de passageiros, onde os vários participantes competem entre si para criar a situação mais caótica, ao mesmo tempo que apresentam verdadeiros cenários de morte e destruição.




"Ainda o mês vai a meio..."

Para Ricardo Santos, organizador do evento, "tem tudo para ser um sucesso". Nunca, num tão curto espaço de tempo, o país assistiu a tantas falhas sucessivas e isso tem uma explicação que passa longe dos relatórios oficiais. "A competição está forte, é a vontade de querer vencer" que impulsiona os concorrentes a superarem-se diariamente e a ir mais longe, "mesmo que isso implique esquecer ética e valor humano. Ainda o mês vai a meio e já tive oportunidade de constatar, se esta não for a melhor edição de sempre andará lá perto". 




"Fechar os olhos"

"Ao contrário de outras competições e desportos, em que o rigor e competência são armas de precisão, aqui o importante é não olhar". Para Duarte Sampaio, motorista da Carris há mais de 10 anos, a estratégia é simples: fechar os olhos e não ver. "Não ver sinais vermelhos, não ver sinais passadeiras, não ver cruzamentos... mesmo você está aqui a falar comigo porque veio num Opel Astra igual ao do meu pai e pensei que fosse ele, se não tinha-lhe mostrado como funcionam os air-bags ali Rua da Misericórdia, antes de me mandar parar".




"O publico é exigente"

Rogério Matias não é ninguém importante, já António Cunho estava no Regional abalroado em Alfarelos a  21 de Janeiro. "Não é nem será fácil vencer, mas acredito que o maquinista do Intercidades que quase me matou está bem lançado" afirma emocionado, enquanto ainda tentamos perceber quem é Rogério Matias e porque raios insiste em entrar num bloco de texto dedicado ao acidente de Alfarelos, já que o próprio diz nunca ter andado de comboio. "O publico é cada vez mais exigente, se dantes se riam porque viam no "Isto só Video" uns miúdos a cair naquelas pranchas com rodinha agora a parada aumentou e muito... eu próprio só não fiquei pior que estragado por ter sobrevivido porque ainda levei 4 pontos no braço, mas vi muitos a rir quando tropecei para apanhar os óculos que me tinham caído com o impacto da colisão". 
Em boa verdade, o acidente de Alfarelos - que Rogério Matias afirma ser "o da Granja do Ulmeiro", enquanto os nosso seguranças o escoltam para fora da sala - é o primeiro do Top da Destruição, mas a falta de vitimas mortais pesará muito no momento em que o juri escolher o vencedor.
E Alfarelos e Granja do Ulmeiro são, de facto, a mesma coisa.



"Eu, por exemplo, sou cego"

Confiante mas longe de estratégias está "Pedro", cego de nascença e camionista há mais de 30 anos. Para "Pedro", nome fictício que lhe demos para o proteger porque na verdade se chama Júlio Dias, "se há quem não queira ver, a mim basta-me não fazer nada". Depois de 25 anos na camionagem de mercadorias, da qual guardou muitas histórias para contar, "Pedro" é hoje chauffeur de uma prestigiada empresa de transporte de passageiros a operar de norte a sul do país. "Pé pesado, guinar à bruta, travar em cima dos outros, acelerar nas curvas, quer que continue? É fácil e este é o meu ano!"


"Isso sabe-se e nós até gostamos"

José Silva, gerente da Auto Mecânica de Loulé, sabe de tudo. "Todos sabemos e todos gostamos de ter nos quadros funcionários que se querem superar diariamente, constantemente e ininterruptamente", incluindo mais 2 ou 3 advérbios de modo que de momento não nos recordamos mas que eram muito giros. "As empresas têm conhecimento destas competições e claro que seria uma honra ser um dos nossos a ganhar, vamos ver!"

O festival terminará em Dezembro com a apresentação dos 3 vencedores nacionais e resta saber se você será um dos participantes ou um dos que ficou pelo caminho.

sábado, janeiro 19, 2013

"Bairro", 4ª e 5ª parte

E já vai em 5 partes a rubrica que, prometemos, iria certamente ultrapassar as duas.
Cá se prometem, cá se cumprem. Ou então não.

O "ou então não" é fixe, safa-nos sempre do que quer que seja. Ou então não.
Estão a ver? Impecável.


Rubrica "Bairro", IV - Hospital
Dezembro 2012


Rubrica "Bairro", V - À chuva
Janeiro 2013

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Um Feliz Ano Novo

Posso desejar um Feliz Ano?
Posso?
Mas posso mesmo? É que se não puder, não desejo. Ou então desejo depois...
Não estou mesmo a incomodar, não?
Posso, portanto... posso, não é? Se não pudesse diziam-me, não diziam?
Não disseram, não, eu dei conta... é que isso deixa-me a pensar que posso...

... então cá vai! 

FELI... 

...digam? Não disseram nada? Parecia que tinha ouvido...
...não? Então pronto, cá vai outra vez:

FELIZ ANO NOVO!!
VIVA 2013!!

(os foguetes presentes nesta posta não foram pagos com dinheiros públicos!)
(Hurray!)

Campo da especulação

Fechámos - ou iremos fechar - 2012 com 54 postas bem mandadas.
Se por um lado fechamos com mais uma posta que em 2011, onde completámos e editámos 53 postas originais, fechamos também com o numero de postas que nos propusemos a ter - ainda hoje de manhã -, o que é - ou vai ser - bastante agradável.

Se podia ser mais agradável? Isso já são vocês a entrar no campo da especulação e, deixem-me que vos diga, a partir do momento em que pisarem esse campo estão por vossa conta, porque nesse campo eu não entro. Dá demasiado trabalho: primeiro têm de abrir o portão da especulação, depois tem de percorrer cerca de 500 metros de especulação com cuidado para não chamarem a atenção dos cães que o vigiam, o que vos vai obrigar a andar muito devagar ou então, se a coisa correr mal, a correr na direcção da vedação da especulação que, com sorte, vão conseguir saltar... demasiado arriscado. 
Mas, atenção, vocês são livres de fazerem o que quiserem.


Se há projectos para 2013? Talvez, mas não quero levantar muito o véu, porque não sei se 2013 costuma usar cuecas. Compreendam, uma coisa é levantar um bocadinho e ver as perninhas de 2013 e tal, outra é pura e simplesmente levantar o véu e - todos - vermos mais do que queríamos.

Faço-vos um pedido - que é também a minha escolha: vamos ter todos calma... e apontar para mais de 54 postas!!

Yeah baby!!
Vai um Martini? Lamento, mas é só para depois da meia noite...


O Goucha de lá

No fim, no fim, eu até lhe dava um abraço. 
Um daqueles meio tremidos, com um certo receio de perder uma orelha ou um bocado no nariz... mas dava. 
Ao nosso Manuel Luís já não sei.

(veio daqui e é fenomenal!)

O último dia do ano - a 54ª posta

Aqui ainda se trabalha em busca da 54ª posta.
Estabelecemos esse objectivo para 2012, ainda à bocado. Estávamos a assobiar e a bater com os dedos na mesa, ocupadíssimos, quando nos lembrámos disso.


Melhor assim, que bater com os dedos na mesa ainda dá trabalho.

À laia de livro aberto

Um pequeno aparte:
- Se uma imagem valer mais que mil palavras, nenhuma dessas palavras foi - em tempo algum - sussurrada por ti.

Não pode ter sido.