segunda-feira, setembro 02, 2013

Ao futuro balanço anual

Podia dizer, Chegou o fim de uma era. Podia.
Tente o leitor compreender, juntar as palavras e reflectir, ainda mais agora que foi chamado a essa difícil tarefa que é compreender o que ainda não foi dito como se de algo fácil se tratasse, que o fim de uma era, embora não necessariamente, pode mais não ser que o inicio de outra, possivelmente tão boa ou melhor, ainda não o sabemos.

Podia, portanto, dizer, Chegou o fim de uma era, e o leitor, entretanto chamado à tal tarefa cuja facilidade é duvidosa, afirmar que não acredita, tantas foram as vezes que tal foi invocado no passado e nada mudou, pois então, se o sol nasce e se põe todos os dias e a produção deste blog se mantém pela hora da morte, Nada mais será que um anuncio vão, nada mudará.

Poderá o leitor ter razão.
Aquilo que por agora sei é que se me acabaram as férias. E que isso é uma chatice.

Claramente eu, em férias

sábado, agosto 17, 2013

Sobrou para Paredes de Coura

Depois da notícia que dava conta do desentendimento entre o vocalista dos The Stringlens - Mike Robster - e os Stetchens'Splafans, durante o festival Meo Sudoeste, eis que noticias surgem dando conta de novo desentendimento, desta vez no Festival Paredes de Coura: 
- O britânico Peter Danoian, que trabalhou com Mike Robster entre 2002 e 2005 e com o qual produziu diversos trabalhos, acusou o seu ex-produtor de "desvio de propriedade intelectual camuflado" e promete batalha judicial. 

O artista, que actuou no 2º dia do festival, refere que o problema terá começado desde logo na edição do seu EP "Is This Glass Bulletproof? Just Checking" onde Robter terá excluído metade das musicas originais "por lhe fazerem lembrar algumas musicas já existentes", embora tenha pedido para as incluir mais tarde no seu próprio álbum "Why Don't You Talk Like Other Kids Of Your Age?", lançado um ano depois. 

Na edição do 1º álbum dos Six Wheel Bicycle - onde Danoian foi guitarrista até 2007-, "The World Isn't Always A Safe Place", o mesmo terá acontecido e Tim Launcher, vocalista na altura, terá agredido Mike dando origem a um processo judicial que só terminaria em 2008, um ano depois do fim do grupo.

"Squares Also Have Rounded Corners" de 2005, ultimo trabalho que Danoian produziu com Mike e cujo single de apresentação "Imagine We're Jumbo Jets" foi o 3º video mais visto no YouTube em 2007, marca o inicio de um período de afastamento entre os dois músicos e produtores.

O vocalista dos The Stringlens, criados em 2008 juntamente com elementos dos desaparecidos Young and Lazy e Therapy Squad, terá continuado a usar sons de Danoian "mais ou menos com sua autorização" até ao recente "Roundabout Movement", single do 4º trabalho da banda intitulado "Behind The Void, My Dear" com data de lançamento prevista para 23 de Setembro de 2013 e, segundo o artista britânico, "uma cópia exacta, embora alterada" de "Republican Eyelashes", presente na banda sonora de "My Father Thoughts"*.

Mike Robster, que terá estado presente nos primeiros dias do festival, terá sido aconselhado a abandonar o recinto durante a actuação de Peter Danoian, estando incontactável desde então.


* "O Meu Pai É Que A Sabia", com data de estreia em Portugal de 4 de Setembro de 2012.

sexta-feira, agosto 09, 2013

Alguém me consegue confirmar isto?

Atenção, eu não sei se alguma coisa disto é verdade. Mas ouvi dizer que ontem, no Meo Sudoeste, o vocalista dos The Stringlens, Mike Robter, se chateou à séria com o baterista dos Stetchen'Splafans.

São rumores que correm. Por acaso, é a ver estes rumores a correr que percebemos como se espalham tão depressa, porque a elegância com que correm... Meu Deus... é como ver o pôr do sol numa espreguiçadeira, acompanhado de um Martini com gelo. E uma massagem. Sim! Uma massagem!

Mas continuando, parece que a coisa só não ficou pior porque os Everybody Loves The Coast Guard se meteram e acabaram com as agressões, tendo continuado, porém, com os insultos. Em 2006 também os ELTCG se envolveram à pancada com o Mike Robter, por alturas do Paredes de Coura, porque este lhes tinha roubado os direitos de autor da "Cotans and Jewelry", do EP "Don't Set Fire to Gazoline Cus'It Burns Like Hell, You Moron", lançado em 2005.

Na altura, Mike terá argumentado que "Cotans and Jewelry" era um escandaloso B-side do seu "Monkeys Are Good People", single do "Why Don't You Talk Like Other Kids Of Your Age?" de 2003, e a coisa terá ficado mais ou menos resolvida... até ao desastre da noite de ontem, aparentemente.

Os Stetchen'Splafans - cujo primeiro album "Pay Me In Ham", de 2008, foi considerado "o melhor álbum alguma vez editado com Ham no nome" -, na entrevista que deram à Rolling Stone em Fevereiro, culparam Mike Robter de uma série de coisas entre as quais a elevada taxa de natalidade indiana e acontecimentos meteorológicos possivelmente relacionados com o aquecimento global registados no estado de Massachusetts entre Maio de 2010 e Fevereiro de 2013.

Até agora ninguém sabe a que se deveu o desentendimento de ontem.


quarta-feira, julho 10, 2013

Bacalhau poderá vir a ser grelhado

Depois de a Comissão Europeia ter aprovado recentemente a introdução de fosfatos na cura do bacalhau, alteração que colocará em perigo a industria portuguesa do sector naquilo que foi considerado "um golpe nórdico", novas alterações estão previstas para 2014.

No relatório a que o Teorias das Trevas teve acesso pode ler-se que "já em 2014 passará a ser possível grelhar o bacalhau, de forma a dar uma nova opção a quem não o queira assar embora pretenda ter à mesa exactamente a mesma coisa".

Questionada sobre o assunto, a Comissão Europeia preferiu não emitir nenhuma declaração mas sublinha que o relatório é preliminar e que se encontra ainda longe da sua forma definitiva.


sábado, junho 08, 2013

"Ui... como isto está"

Deixem explicar o titulo: Ui...
Ok, vamos tentar outra abordagem. Vocês conhecem o "aspecto" virtual do Teorias das Trevas, já lá vão uns aninhos... isto é como ele se apresenta fisicamente neste momento:



São ervas daninhas.
Parece complicado? Pois deixem-me que vos diga... que eu não sou homem para desistir! Não sou! 
E mais...
...não, agora a sério, está complicado está.

Mas posso dizer-vos isto: acabou de dar agora entrada no IPAI, Instituto Português de Apoio ao Internauta, um pedido de RCPE, Resgate Com Planeamento e Estrutura, no âmbito do PRBVCC, Plano de Recuperação de Blogues Velhos Como o Caraças, criado pela OEPDSRV, Organização Europeia de Planeamento e Desenvolvimento Sustentado de Redes Virtuais

Isto quando é com siglas só mostra uma coisa: é sério e é eficaz. Parecem duas, mas normalmente só mostra que é um. São duas numa. É uma promoção.
E, claro, vou-me encher dele. Vou ser um José Eduardo dos Santos da era moderna, mas sem a parte de andar a "fdr" o meu povo para o conseguir. São princípios, não me dava mesmo jeito nenhum, nesta altura da vida, tornar-me num "fdp". Exactamente, mais siglas. Sério e eficaz.

Pelo que... parece que... em breve... diria... nos voltamos a... isso.
Força!

segunda-feira, abril 29, 2013

B092969, a tal

A minha busca não terminou. Está, contudo, mais perto do fim.

Iniciei, há uns anos, um hobby novo porque, julgo, de alguma forma não devia estar satisfeito com os restantes 10 ou 15 que tinha em mãos: Fui procurar a Estrada de Sacavém.

A Estrada, outrora a principal ligação Lisboa-Porto, foi perdendo importância ao longo do século XX e acabou completamente engolida pela malha urbana, pelo que é muito complicado definir com exactidão o seu traçado na sua totalidade: dentro da cidade é relativamente fácil, pois muitos troços foram rebaptizados e são hoje ruas, mas à medida que nos afastamos para a periferia a dificuldade aumenta, pois eram à data locais pouco urbanizados que foram praticamente feitos do zero sobre as estruturas antigas.

Assim, e munido de fotografias do Arquivo Fotográfico Municipal, do Atlas da Carta Topográfica de Lisboa (1856-1858, ou "de Filipe Folque" para os amigos), do Levantamento da Planta de Lisboa (1904-1911) e do Google Maps (sim sim, muito útil) fui troço a troço, sem me perder, até chegar ao Aeroporto da Portela.
E depois perdi-me. Basicamente foi isto.

Entre todas as fotos, uma que não percebi:


"Convento da Encarnação, 1938", de Eduardo Portugal, com a referência B092969.

E com a referência seguinte,  B092970, outra de Eduardo Portugal designada "Quartel da Guarda Fiscal na Encarnação"...


...onde é possível verificar que o mesmo ficava em frente ao tal "convento".
Eduardo Portugal andava, portanto, a passear. Fez bem.

Ora se era da Guarda Fiscal isso significa que o mesmo ficava junto à Estrada da Circunvalação, o que reduziu, em muito, a área de busca: a Estrada da Circunvalação ainda existe, é a fronteira Lisboa-Loures e, embora toda a zona se tenha alterado muito nas ultimas 3 décadas, ela mantêm-se praticamente igual, "entre muros", esquecida. O que é bom.

Uma passagem pelo Levantamento da Planta de Lisboa provou que o registo no Arquivo Fotográfico era fidedigno, que a foto tinha sido bem inventariada (o que nem sempre acontece) e que tais edificações pertenciam, de facto, à Estrada de Sacavém. 


A planta "13V" mostra-nos, de facto, uma edificação religiosa junto à fronteira com Loures e posto fiscal, em frente. É, aliás, um mapa perfeito do local onde tudo bate certo: a Estrada de Sacavém, a Estrada da Circunvalação, o cruzamento, etc. É isto.

O problema é encontrar referências, sendo que o Aeroporto - e todos os edifícios que "trouxe" consigo, praticamente todos eles recentes - não entram nestes levantamentos.
Mas felizmente nem tudo ali é novo.

Assim, e por exemplo, o Palácio Benagazil (a vermelho a Estrada de Sacavém)...


 ... ainda lá está, junto ao Terminal das Chegadas, na Portela (a azul).


Passei todos os dias por ele, entre 2008 e 2009. Não fazia ideia do que se tratava.

Ou a Quinta da Vila Formosa (a vermelho a Estrada de Sacavém)...


...é o "Externato Champagnat", junto à 2ª Circular.



Está lá tudo.
Ora, sabendo esta localização e fazendo umas montagens de plantas...


...solucionamos o problema: a B092969, fotografia tirada por Eduardo Portugal e catalogada como "Convento da Encarnação, 1938" foi retirada mais ou menos aqui...


Cruzamento da Avenida Salgueiro Maia com a Estrada da Circunvalação/Avenida Dr. Alfredo Bensaúde, um pouco mais para a frente, um pouco mais para trás, esquerda, direita, etc. Foi aqui.

E eu estou farto de passar por aqui. Eu quase que vivo aqui! Não, agora exagerei...
A casa de um grande amigo meu é por aqui, é aqui que faço a inspecção ao meus carros, foi aqui que tirei um curso... eu passei aqui todos os dias.

Hei de voltar a falar da Estrada de Sacavém, mas por agora ficamos pela B092969. Está feito!
Mas tenho que fazer uma montagem de mapas à escala, aí é que vai ser delicioso.

Obrigado Eduardo Portugal.

segunda-feira, abril 15, 2013

É o que é

Tudo é alguma coisa.
Tudo tem um significado.
Não existe nada que não seja nada. Não existe.

Ano após anos nos últimos milhares de anos temos procurado explicar o que nos rodeia de forma a compreender - a facilitar - a nossa própria existência. Tudo tem um nome, tudo pertence a algo, a uma categoria, a um grupo, para que quando alguém pergunte "o que é?" nós possamos dizer "então, isso é não sei o quê". 
E é. Tem de ser.

Por exemplo, vocês sabem, isto...

...é uma pedra.

Se alguém nos perguntar, isto...

...é um automóvel. Tem rodas, tem a forma básica de um automóvel... é um automóvel.

E isto...

...um comboio. Lá estão os carris e tal, é um comboio.

Nós nem nos cruzámos com eles, porém isto...

...é um dinossauro!


...um par de seios...


...um conjunto de vigas em I...


...uma carcaça...


...um bisonte. E sim, é o Raúl. Depois de a vida lhe ter pregado uma resteira, o Raúl viu-se forçado a mudar para outras paragens mais prósperas. Vendeu praticamente tudo, tendo ficado apenas com o Ford Escort azul que era do seu pai e 3 pares de meias, e voltou para o interior do país - mais calmo mas também mais distante. Força Raúl.    

Tudo é, portanto, alguma coisa.
Tivemos esse cuidado, tudo é algo.

Pois seguindo esse raciocínio, isto...


...é o quê, musica? Say whaaat?!
Não, lamento, este item não se enquadra nessa categoria.
Não pode. Por uma questão de bom senso. 
Não é.
Não.

Anda demasiada gente enganada.
Alguém que resolva isto que... não.

"Musica", AH!
Conta-me histórias...



quinta-feira, março 28, 2013

Esses, diria, morreram todos

Faz-se saber que a nova Ribeira das Naus, inaugurada no passado sábado, está a precisar de obras.
É assim... e sim, leram bem, foi inaugurada no sábado. Parece que no domingo já havia problemas.

Como se pode ler no Publico, "três dias depois da inauguração e abertura ao trânsito automóvel, são já dezenas as irregularidades – que começaram a aparecer logo no domingo – no pavimento da nova Avenida da Ribeira das Naus, em Lisboa. Além de buracos e rebaixamentos causados pela passagem de automóveis, há ainda pedras soltas e passadeiras com a tinta quase apagada".


"Nova" Ribeira das Naus  (foto de Rui Gaudêncio)


Ou seja, a "nova" artéria durou 1 dia.
Um dia.
Mas um dia são 24 horas, 1440 minutos, algo como 86400 segundos (sei fazer contas, hein?...).
A "nova" artéria durou, portanto, 86400 segundos.

Já parece melhor, não já?
Não, realmente não parece.

Eu francamente não percebo. Calcetar uma rua é muito mais que colocar uma pedra ao lado da outra e outra ao lado da uma, eu sei... mais, muito mais que isso. 
Mas 1 dia?

Conheço ruas com muito mais que a minha idade, calcetadas por quem não brincava em serviço, que dão lições de saber a muitas - praticamente todas! - as que vi serem feitas.

Rossio, há muito muito tempo...

Mas falamos de homens de outros tempos, nessa altura havia uma coisa muito bonita que se chamava brio.
Esses, diria, morreram todos. Para nós, hoje, é normal não sabermos calcetar o que quer que seja.

E assim vamos.
Nisso como em tudo o resto. 

sábado, março 23, 2013

"Bairro", da 6ª à 8ª parte

Parece impossível. A rubrica "Bairro" continua a sua caminhada em direcção ao... não sei, não sei para onde caminha a rubrica, é para algum lado mas não sei onde.

Mas continua. Acho que é o importante a reter aqui. Quando nos propomos a fazer alguma coisa, é importante que... não sei, é importante fazer qualquer coisa no sentido de, de facto, a fazermos, mais não seja porque... não sei, mais não seja devido a alguma coisa.

E é essa coisa.
É essa coisa... (em fading, para dar a sensação de grandioso e, ao mesmo tempo, de eterno. Acreditem em mim, que eu sou 'muita bom' neste tipo de... não sei, sou muita bom, pronto).


Rubrica "Bairro", VI - Branca
Fevereiro 2013


Rubrica "Bairro", VII - A luta
Fevereiro 2013


Rubrica "Bairro", VIII - Terracota
Março 2013

Ainda havemos de chegar às 10...

segunda-feira, março 18, 2013

Estetoscópio

- Bom dia!
- Bom dia senhor doutor...
- Então sr... José, que se passa?
- Olhe, estou muito mal. Dormi mal, vomitei, tive tonturas, eu sei lá! Estou mal!
- Humm... diz-me que é do lado direito?
- Sim, do lado direito.
- Aqui? Estou a ver... 
- O que acha?
- Pode ser muita coisa, mais vale começar por um raio X.
- Acha mesmo? Não será fígado?
- Se "acho"? Mas que raio, quem é que aqui tem o estetoscópio!?
- Tenho eu, senhor doutor. Estava ali no chão do corredor e trouxe-o...
- Ó diabo, então sente-se aqui.
- Na sua cadeira?
- Sim sim. E olhe que isso deve ser fígado...