domingo, dezembro 30, 2012

Acordo Ortográfico, 2ª parte

No dia em que deixar de fazer "actos" para fazer "atos" podem mandar-me com uma cadeira em cheio nas costas.
É na boa, eu vou saber compreender.


quarta-feira, dezembro 26, 2012

A espectacularidade de se ser espectacular

Não.
E sim, é verdade.

Vejam bem: começaram a ler este post e depararam-se de imediato com uma negação, sem que alguma coisa, alguma hipótese ou alguma opção estivesse - sequer - em cima da mesa. E depois disto tudo, depois deste turbilhão de emoções que é levar com um "não" chapado do nada, são por fim retribuídos com a verdadeira confirmação de que afinal até não estavam errados... embora não saibam em relação ao quê.

É assim. Ainda não chegámos a lado nenhum interessante, eu diria que ainda não saímos sequer do sitio, e já fomos espectaculares duas vezes. É bom, é um bom indicador de que, de facto, o sensor de espectacularidade que recebi ontem está a funcionar, mas temos de prosseguir.

É espectacular ser-se espectacular. Nem é preciso ser-se espectacular para se saber isto, mas sê-lo e ter a plena noção disso é espectacular. Aliás, é sublime. Não, perdão, é espectacular. Afinal é apenas espectacular, o sensor de sublimidade que recebi ontem não está a funcionar. Deve ser da electroválvula.

E porquê? Por causa da espectacularidade. Sim sim, a espectacularidade. 
A espectacularidade é aquela aura que nos envolve, que nos aconchega e que nos aquece - principalmente as orelhas - enquanto somos espectaculares. Poucas coisas há mais espectaculares que nos sentirmos quentinhos e aconchegados enquanto somos espectaculares. Se estivemos munidos de um sensor de grandiosidade a espectacularidade será ainda maior, porque aparecerão holofotes de 10kw sobre as nossas cabeças e quem tem holofotes de 10kw sobre a cabeça tem basicamente tudo o que quiser à sua disposição. E calor. Muito calor.

Caso não tenham sensores, basta desligarem o botão da humildade.
Alguns modelos mais antigos vêm ainda equipados com um termossifão, pelo que deverão contactar o fabricante para saber como proceder.

Só para vos dar um exemplo, vou desligar o botão. Cá vai:
- Um Português, um Francês e um Inglês estão num bar e o Francês pergunta "onde é a casa de banho?"... e um Americano entra com uma pistola semi-automática e mata-os a todos.

Hã? Viram? É o que eu digo!
Não há como enganar...



segunda-feira, dezembro 24, 2012

Em modo "blooper"

Boas!

(Corta...)

Hey! Como sabem, hoje é um dia especi...

(Corta...eles sabem)

Bo-as Fe-fe-fe-fe-fe...

(Corta! Que é isso? Mas tens que idade, afinal?)

O Teorias das Trevas gostaria de...

(Corta!! Porra, gostaria? Condicional, é? Não gostas agora, é só "se", hein?)

FELIZ NATAL pessoal!

(Está melhor, está melhor. Agora experimenta vestir-te... vestido também deve resultar...)




O amigo racista

- Já ouviste falar da Mandala?
- Mandá-la?
- Sim.
- Quem?
- Hã?
- Mandá-la, quem?
- Não, Mandala! Só!
- Mandá-la sozinha? Mas quem?
- Epá...
- E para onde? Mandá-la, só?
- Sim, só! Só Mandala!
- Pá, "tá bem", mandá-la só... mas para onde? E para quê?
- Não estás a perceber...
- ...e quem, afinal?
- ...Mandala! Tudo junto! Mandala!
- Ah! Mandar tudo...
- Não! Aquela cena indiana...
- Os indianos! Já percebi, os indianos!
- Não é isso...
- Mandá-los todos daqui para fora!
- Não, não...
- Era era! Eles e o resto, tudo junto!
- Fala mais baixo... não é nada disso...
- Acho muito bem! Começamos com aquele ali!
- Pára quieto...
- E mandamos o gajo para onde?
- Eu não conheço este senhor, estávamos aqui os dois a falar mas eu não o conheço...


Sabia que...?

Sabia que a primeira curiosidade do tipo "Sabia que...?" surgiu em 1852, em Albergaria-a-Velha, quando Victor Rodolfo, agricultor de 63 anos, informou Américo Fernandes, seu vizinho, de que a melhor forma de se livrar do cadáver do ser cunhado, que o próprio tinha assassinado com 3 tiros de caçadeira à queima-roupa um par de horas antes perto do Retiro "O Coxo", era mergulhar o mesmo rapidamente em ácido sulfúrico antes que fosse descoberto pelas autoridades?


quinta-feira, dezembro 13, 2012

13 de Dezembro

Não tenho nada de especial para dizer acerca de dia 13 de Dezembro. É um dia normal. 
O mesmo não aconteceria se estivéssemos, por exemplo, a 3 de Setembro ou a 12 de Outubro, ou até mesmo a 28 de Junho.
Caramba, eu até arranjava o que dizer para um 28 de Outubro ou, quiçaz, um 16 de Agosto! 
Mas não para um 13 de Dezembro.


É caso para dizer que nada há a dizer. Não acerca de dia 13 de Dezembro, que é hoje.
E talvez seja isso tudo o que existe para dizer acerca de dia 13 de Dezembro. Que é hoje.

Haverá sempre, porém - porque haverá, sempre, como acabei de dizer, não me baralhem -, quem dirá que "ah, dia 13 de Dezembro é depois de dia 12" ou que "oh, então, dia 13 de Dezembro é o dia antes de dia 14 de Dezembro", mas nada disto fará diferença.

A verdade é, contudo, mais simples: dia 13 de Dezembro não é nada de especial.

(Humm? Como assim? É dia da Republica em Malta? Tem a certeza? Eu acabei de dizer que não era nada de especial... sim... mesmo agora... que não era, sim... acha que posso? Não haverá problemas? Então posso, certo? Ok, muito obrigado)

Nem todos os dias podiam ser especiais, não é?
Pronto.
É o caso de dia 13 de Dezembro.

sexta-feira, novembro 30, 2012

"Roubaram-me o carro"

É assim, roubaram-me o carro.
Estava estacionado junto ao El Corte Inglês e, pelo que percebi, terá sido roubado entre as 15:30 e as 16H.
O carro em questão é um Smart Fortwo, preto, matricula 23-GH... não interessa, o importante aqui é que se esqueceram de levar a chave suplente!



Fica, para levantarem quando quiserem, na pastelaria da rua onde estava o carro.

E mais uma vez obrigado, um muito muito obrigado!

"Bairro", 3ª parte


Rubrica "Bairro", III - Comboio
Novembro 2012

quinta-feira, novembro 15, 2012

Soflusa trama gorda

Dois dias após visita oficial, Pedro Passos Coelho fez o balanço da vinda da chanceler alemã a Portugal.
"Não correu assim tão bem", confessou o Primeiro Ministro, "devido a um problema de agenda".


Embora aparentemente - e aos olhos dos média - a visita relâmpago de Angela Merkel tenha corrido na perfeição, a verdade é que nem todos os objectivos estabelecidos pela chanceler para a passada 2ª feira terão sido cumpridos, o que a terá deixado "um pouco irritada".
Na base do "problema de agenda" terá estado o plenário de trabalhadores da Soflusa, que obrigou ao corte das ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa.

"Um dos pontos mais importantes da agenda, se não mesmo o mais importante, era precisamente o da visita ao Barreiro - via barco - e foi muito triste tudo o que se passou", confessou o Ministro. "Desde logo, no nosso primeiro encontro em 2011, que ela fez questão de me dizer que, mais que uma viagem de barco, era um sonho de criança. Foi lamentável e embaraçoso".

Barreiro: Visita de Mekel "era uma oportunidade de enorme importância", PPC

Coincidência: Soflusa garante não ter tido conhecimento do plano oficial

Em comunicado enviado esta tarde, a transportadora afirma que o plenário realizado estaria já convocado desde dia 9 de Novembro e que o mesmo não teve como objectivo boicotar qualquer plano de Estado, "completamente desconhecido da administração", mas sim apresentar as propostas que resultaram de reuniões entre a administração e os sindicatos.

Soflusa: Ligação entre Lisboa e Barreiro esteve interrompida entre as 13:25H e as 16:20H

Trabalhadores sabiam

Enquanto a versão oficial da empresa é a do desconhecimento total, alguns trabalhadores confessam ter tido conhecimento e que "plenário" terá sido uma das formas encontradas de retirar os barcos do Tejo.
"Quisemos retirá-los à mão, mas ainda eram pesados. Usámos então o plenário", explicou Américo Fernandes, comandante dos catamarãs da empresa desde 1998.
"Queria ir ao Barreiro de barco? Não vai! Não vai... e tanto não vai que não foi. É assim. Connosco é assim. E com o meu tio seria ainda pior, mas ele já não está cá... Faça-me um favor e não fale mais nele, sim?"

Acerca do plenário, Américo é peremptório mesmo sem o saber: "Foi importante, claro que sim. Eu tinha vergonha de com 43 anos não saber jogar devidamente à Sueca, mas felizmente a administração da empresa  permitiu-nos corrigir esse problema sem recorrer a outras medidas que seriam brutais, tanto para os trabalhadores como para todo o sector em geral". 

A Soflusa tramou a gorda.


sábado, novembro 10, 2012

Rubricas

Foi iniciada uma nova rubrica. Foi de repente.
De inicio pensávamos tratar-se de uma simples série de fotos alteradas, modificadas, que depois se transformaria numa simples série de fotos alteradas e modificadas com um tema em comum, mas não:
- Fomos ver, era uma rubrica.

Denominada "Bairro", tem como objectivo retratar - de forma sucinta e frontal - aquela que é a dúvida - ou "A" dúvida - normal num sábado à tarde de grande parte da população portuguesa, integrando-a nos mais variados meios e situações.

Conta de momento já com 2 partes e, podemos afirmar com grande grau de certeza, vai ter mais do que 2 partes. Porque, no fundo, menos que isso já não é grande desafio.

Espero que gostem.

Rubrica "Bairro", I - Rally
Novembro 2012



Rubrica "Bairro", II - Incêndios
Novembro 2012



E é assim.
Porque é.
Não havia sentido em afirmar que era, se efectivamente não o fosse.
Metam-se nas vossas vidas!