domingo, outubro 31, 2010

Cá se fazem, cá se pagam



Impermeabilização de solos com excesso de construção, redes de esgotos desactualizadas compostas por colectores com mais de 100 anos cujos mapas datam da década de 50, sarjetas constantemente entupidas, sistemas de escoamento de àguas danificados e mal planeados...

E dizem vocês: "Mas tens de ver que também choveu muito...".
Claro que sim! E como diz e bem o Ricardo Araújo Pereira "todos os anos, Portugal é surpreendido duas vezes: uma no Verão e outra pelo Inverno. Para o resto do mundo, a natureza é ciclica, monótona e repetitiva. Para nós, é uma caixinha de surpresas. (...) «Olha, lá vem o Inverno outra vez. E não é que traz novamente muita chuva, este bandido? Se calhar devíamos ter feito uma limpeza às sarjetas. Ops, tarde demais, já está tudo alagado»"

Afinal de contas, que interessa se existem linhas de àgua que atravessam a Avenida da Liberdade em direcção ao Rossio, precisamente no caminho daquela cave que se fez no Teatro D.Maria II ou daquele parque de estacionamento subterraneo dos Restauradores...? Ninguém as vê!!
Além do mais, não nos podemos esquecer que estamos a falar de Lisboa.
Normalmente nos sitios pequenos as coisas funcionam assim, normalmente por falta de orçamento...

1 comentário:

sara disse...

as únicas pessoas com dois dedos de testa que conseguem prever, antecipar as possíveis consequências destes "acontecimentos estranhos e aleatórios", são, obviamente, todos os outros.
não sei se (i) é uma condição de admissão a cargos camarários, se (ii) é uma consequência.