Mostrar mensagens com a etiqueta Profundas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Profundas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, dezembro 08, 2014

Do pensar em ti

- Espera... e é até possível que o mundo venha a acabar, talvez não, talvez se abra apenas uma brecha sobre os meus pés, talvez não. Estava a guardar este momento quase como uma jogada, provavelmente a última, para o momento certo, para quando o jogo me estivesse de feição mas percebi, ou tenho vindo a perceber, que nem eu sei qual é o momento certo nem tão pouco isto me parece um jogo, quanto mais um que se possa vir a virar para onde quer que seja. Pensei em ti e nos teus olhos cinzentos durante todo o dia e, sendo que baseamos tudo no raio de um tempo que passa, sempre, e sobre o qual nada se faz com um grau de certeza suficientemente forte para que consiga deixar-te ir hoje porque te vou ver amanhã, simplesmente deixei de perceber como consigo voltar para casa sem te dizer o quanto gosto de ti e o quanto te quero...
- Bom, olhe, eu vinha só fazer-lhe a leitura do contador do gás mas pronto...chamo-me Armando, prazer em conhecê-lo.
- ...
- Por acaso a malta costuma dizer que os meus olhos são mais para o castanho.
- Armando... fazia-me um favorzinho e levava-me este saco do lixo para baixo? Muito obrigado.


domingo, novembro 16, 2014

Dizer que te amo

- Amo-te. Está dito. 
- Eu...
- Pensei muito na maneira como to havia de dizer, foram muitos dias, queria que fosse perfeito, sabes? Havia de o dizer e talvez se ouvisse musica ao longe, talvez o sol aparecesse... foram muitos dias... e na minha cabeça só te imaginava a ti e ao teu guarda-chuva amarelo.
- Eu sabia. Eu sei.
- Todos, todos os dias, tu e o teu guarda-chuva. E eu adoro o amarelo.
- Tenho outros de outras cores...
- Sim, mas o amarelo é claramente o melhor.
- Estavas a dizer que me amavas...
- Sim, sim, mas só para esclarecer: não só é o que tem a cor mais gira como também parece ser o melhor construído, era só isso.
- Parece que só gostas de mim pelo guarda-chuva!
- Bem, que parvoíce...
- Já falaste mais do guarda-chuva que de mim!
- Porque é um bom guarda-chuva! As varetas...
- É só um guarda-chuva!
- Sim, mas...
- Queres que te dê o guarda-chuva?! Foi por isso que disseste que me amavas?!
- Bem, dito dessa forma...
- Eu não acredito! Toma lá esta m.... e desaparece!
-...
- És um monstro!
- É o que eu digo, as pessoas não sabem reconhecer o valor de um bom guarda-chuva...
- Morre!


quarta-feira, abril 30, 2014

Uma pergunta

- Sou assaltado constantemente por uma pergunta. Todos os dias, a mesma e simples pergunta... quem?! Quem julgas tu que és? Passar a maior parte do dia a pensar em ti, ao ponto de não saber quando penso, quando não penso, és tu, és uma linha que atravessa o meu dia, existem razões para pensar em ti, eu sei, também penso nelas, isso é responsabilidade minha. Fazer figuras ridículas porque sinto o teu perfume, não é teu, é de milhões, fizeram e fazem-se milhares de litros dele, engarrafado e distribuído por todo o mundo... o teu perfume. E nem estás lá, é teu o perfume e nem estás lá... isso também é responsabilidade minha. 
Mas enquanto durmo? Sonhar contigo? Porquê? Quem julgas tu que és?!
- Olhe, eu por acaso ia só tirar-lhe a leitura do contador da água, se pudesse ser...
- Isso justifica tanta coisa. Faça favor.



quarta-feira, março 12, 2014

Perfeição

- [...]...e é esta a minha maneira de pensar. Poderá não ser a mais correcta? Claro que pode, provem de uma observação do mundo, singular, toldada por vários conceitos e opiniões e é sempre bom que tenhamos noção disso, é apenas um ponto de vista - neste caso o meu - e eu não sou perfeito.
- (mensagem pelo auricular)
- ... sim? Tem a certeza disso?
- (mensagem pelo auricular)
- A sério!?... Bom, peço imensa desculpa, afinal sou perfeito. Sendo assim confirma-se, o Aníbal é a partir de hoje o "Gordo das fotocópias". Muito obrigado, boa tarde a todos.

quarta-feira, dezembro 18, 2013

Pronomes demonstrativos

Precisava de lhe dizer, e para isso arrepio caminho, que nos viemos embora. 
Viemos todos embora, saímos, tratámos de bater com a porta e pôr pés a caminho. E com eles, claro, tudo o resto, pelo que não mais voltaremos lá. 
Não sobrou nada, não deixámos nada, porque tudo o que havia há muito que era pouco. E tudo o que era pouco, que agora é nada, ainda servirá por mais uns tempos porquanto, como lhe disse, é tudo o que ainda temos. 

Tratarão de lhe contar mentiras. Que do dia se fazia noite e da noite o dia, que eram vozes, irão dizer que isto e que aquilo e mais não sei o quê, que sim e que não, mas continuaremos sem voltar depois disso, porque "isto" e "aquilo" serão, como o são hoje, apenas pronomes demonstrativos e nós "pés a caminho com tudo o resto", como frisei anteriormente, pelo que o tempo não voltará a trás por palavras, nem nós por seja o que for. 
Do resto nem valerá a pena falar. 

Fomos embora e, por mais não fosse que pela perfeição do pretérito, não voltaremos.
Chame a isto o que quiser. Nós chamamos-lhe Chinchila.


segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Tremendo filho da dignidade

A 1 de Fevereiro de 2012, Namércio Cunha, arguído do processo Face Oculta, revela que Manuel Godinho tinha acesso a informação previlegiada.

Mas [...] "ainda assim, o advogado Paulo Penedos, que responde por tráfico de influências, abriu as hostilidades em tom irónico. "Na escola primaria, nos problemas do recreio, os meninos eram chamados à professora. Havia sempre um que dizia não ter sido ele, foi aquele", afirmou.

O filho de José Penedos, ex-presidente da REN, também acusado no processo, garante pela sua parte que irá "manter a dignidade" e fazer a sua defesa "sem apontar o dedo a quem quer que seja".
in Diário de Noticias


E - choque - fê-lo sem levar com um pontapé na boca.
Estamos assim, quedos. 

domingo, abril 24, 2011

Começar a perder

Em Março a TVI  transmitiu uma reportágem sobre o analfabetismo - Portugal é o país da Europa com maior percentagem de pessoas analfabetas - e mostrou vários casos.

Num dos casos, uma criança que frequenta o 8º ano confessa não saber ler nem escrever.
A jornalista confronta a directora da escola, Isabel Serra, com a pergunta "Como é que é possível estar no oitavo ano sem saber ler e escrever?" e o que se segue, meus amigos, é um momento de pura magia:
A directora Isabel Serra começa a falar, como quem pretende responder com seriedade à pergunta.


O que a directora não percebeu - ou se calhar até percebeu, mas pretendeu dar a volta - foi que, no momento em que abriu a boca para emitir som, já estava a perder por 15-0 e já só tinha 7 jogadores em campo, 3 dos quais brutalmente lesionados.

Talvez por isso aquele "o sistema não progride alunos que não saibam ler nem escrever...o sistema dá respostas às situações para que melhor integrem o crescimento do aluno" não saiba, de facto, a nada.
Eu consigo ser mais claro a expressar-me enquanto sou atropelado, mas nem toda a gente tem a minha classe.

No momento em que abriu a boca, a D. Isabel Serra perdeu.
Aliás, no momento em que o cerebro da D. Isabel Serra deu ordem para o maxilar se começar a mexer a batalha já estava perdida... mas quem é que lhe vai explicar que a vergonha, para além de um substantivo, é também uma condição psicológica que a podia ter poupado ao mais completo ridiculo?

A reportágem completa AQUI, se sentirem saudades dos Malucos do Riso.

Eu sei, a D. Isabel Serra é apenas uma otária sem culpa nenhuma.
Eu sei, eu sei...

sábado, fevereiro 26, 2011

As voltas que isto deu, hein?

Carlos é um nome.
Carlos Barbosa é uma odisseia.

Em pequeno nunca aprendi a jogar à bola. Não por falta de vontade, ou melhor, esta não faltou no inicio... faltou apenas quando me dei conta que a bola nunca ia para onde eu queria que fosse. O meu pai, acredito, terá ficado bastante desapontado mas eu acabei por ter jeito para outras coisas.

Com o Carlos Barbosa foi parecido.
Como presidente do Automovel Clube de Portugal - e acerca da interdição de circulação na zona Baixa de Lisboa e Avenida da Liberdade a veículos anteriores a 1993 - afirma que "nem sequer sabia que ainda havia carros destes a circularem mas que serão sobretudo táxis e carrinhas de distribuição muito velhinhas a serem afectadas...”, mostrado estar um bocado ao lado do que se passa no parque autómovel português (a da realidade financeira de quem nele vive, os portugueses).
Como adepto - e possivel candidato à presidencia do Sporting Clube de Portugal - avisa, em entrevista a Luís Delgado (jornal A Bola), que "não se admirem - os árbitros - se adeptos de qualquer clube lhes fizerem uma boa espera", mostrando estar um bocado ao lado de tudo daquilo que é suposto saber-se, do fairplay, da ética e do simples "isso não se faz", ao alcance de qualquer cidadão, mesmo que não perceba nada de bola.


A coisa corria mal para Carlos Barbosa, que corria o sério risco de ser chamado de "Besta".

Mas a 24 Fevereiro 2011 Carlos Barbosa afirmou que a Autoridade da Concorrência "tem de funcionar de uma vez por todas e não pode continuar no laxismo, a fazer comunicados que não têm nem pés nem cabeça e, sobretudo, não intervir" e "cumprir o que lhe exigido, que é verificar se há ou não concertação de preços nos combustíveis em Portugal e por que é os preços são tão altos".

Porque são altos, de facto.
Mais, Carlos Barbosa pediu a demissão do presidente da Autoridade da Concorrência realçando que "o que se está a passar em Portugal não faz sentido absolutamente nenhum, independentemente do aumento do crude devido às crises no Médio Oriente".

Ou seja, Carlos Barbosa - que até ainda à 2 minutos atrás podia legalmente ser considerado uma besta pela infelicidade das suas declarações e pela infelicidade de parecer estar a desempenhar funções que deviam estar a ser desempenhadas por alguém que soubesse do que está a falar ou que se soubesse expressar melhor - passa de besta a bestial, porque menciona que o preços dos combustíveis está estupidamente alto e - e esta parte é importante - não acha isso normal.
Porque não é... não é nada normal.

Normal é, por exemplo, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, ser linchado em praça publica - e incendiado, mas apenas com gasolina Galp 98 octanas - por dar-se ao luxo de anunciar os lucros obtidos pela petrolífera nos ultimos anos nos meios de comunicação.

Sim, porque era de valor.
Temos um homem que justifica a escalada do preço dos combustíveis com o aumento do preço do crude e temos um homem - o mesmo - que no fim do ano apresenta os lucros da empresa. Milhões.
Ou seja, temos um homem que apesar de saber como surgiu o lucro não se importa de divulgar os valores do saque, ao invés de o guardar bem guardadinho e mostrar apenas a quem verdadeiramente ganha com isso.


Ninguém avisou o Ferreira que não foi inteligente. E que até para roubar é preciso ser inteligente.
Talvez seja por isso que Ferreira de Oliveira seja considerado um grandessíssimo Otário.

As voltas que isto deu, hein?


sábado, dezembro 18, 2010

Rua Sésamo, Largo do Rato

A Rua Sésamo tinha uma rúbrica que dizia "o que é que não pertence aqui?" e eu acertava sempre:
- Se a imagem tinha 3 instrumentos musicais e uma tarte de limão, era a tarte de limão. Se a imagem tinha 3 figuras geométricas e um cãozinho, era o cãozinho. Se a imagem tinha 3 animais e o Carlos Castro, era o Carlos Castro... embora esta fosse mais fácil, já que ele não pertence mesmo a lado nenhum.

Um pouco à semelhança do que a Aldiniz quer fazer no Largo do Rato:


E mesmo ao lado de um prémio Valmor. E de um chafariz do aqueduto.
A Aldiniz, que se diz ser uma sociedade de gestão imobiliária, até retira o pedido de indeminização de 18 milhões de euros que interpôs em 2009 contra cada um dos vereadores que votaram "não" e não permitiram a construção do mamarracho se agora, no 3º ou 4º deferimento de licença de construção, ela for aprovada.
Gente simpática é outra coisa...

Quase parece chantagem, não parece?
Quem tem bom gosto ou a minima noção de bom senso só tem de ficar de fora.
E é por isso que a Aldiniz é uma poia fumegante.

segunda-feira, outubro 18, 2010

Era uma vez

- "Era uma vez um Inglês, um Francês e um Português e o Português diz assim: "O povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre"!
- Ahahaha!! Almeida Santos? Muita bom!! É a minha vez... era uma vez um Inglês, um Francês e um Português - que era o Socrates - e o Socrates diz assim...
- Pá, estavamos a contar piadas, para ouvir mentiras vou para casa.

domingo, junho 20, 2010

Coisas terrenas


Um dia após o falecimento de José Saramago, o Jornal do Vaticano considerou-o "populista e extremista", não o perdoando mesmo após a morte.
E eu daqui não sei, que não o vejo, mas ele deve estar bem preocupadinho com isso.
Deve deve.

sábado, abril 24, 2010

Para memória, presente e futura

Serve o presente post, inserido neste espaço de fraca credibilidade e sentido de realidade, como memória.
Presente e futura.


Domingos Névoa é um merdas.

Era só, obrigado.

sexta-feira, abril 16, 2010

Tóóóóóóóma!

Hoje estive quase a mandar um "caldo" ao Isaltino. O Morais.
Um assim mesmo bem mandado.
Daqueles que, depois, ainda nos faz dizer "tóóóóóóóma!".
E correr... correr muito... e continuar a correr, pelo sim pelo não...


Mas não estava com vontade de correr, fica para a próxima...

domingo, junho 07, 2009

Europeias 2009

Fui votar.
Não apenas para cumprir um dever civico mas também para poder continuar a dizer mal.
Foi um 2 em 1.
E embora se afirme, com pena, que a Europa não foi debatida o suficiente eu tenho em mente aquilo que realmente é importante:

Que Paulo Rangel é um individuo extremamente irritante.

segunda-feira, novembro 17, 2008

Crítica com argumentos

A minha veia crítica ultimamente não tem estado para se cansar.

Continua a elaborar fortíssimas e acirradas apreciações acerca das mais variadas coisas - nomadamente todas - mas tem pautado também pelo desenvolvimento da chamada "critica ligeira", mais apropriada para a banalidade do dia-a-dia e, às vezes, do noite-a-noite.
Só às vezes.

Isto para dizer que o Vitor Constâncio é um cepo.

É tudo, obrigado.