domingo, novembro 07, 2010

Discriminação

Vamos falar de Orçamentos de Estado (OE)

O Orçamento de Estado de 2011 é diferente.
Em 2010 Portugal perdeu o estatuto de "país ideal" que durante décadas fez dele a super-potência mais a ocidente da Europa - relembro que "Portugal" passou, durante a década de 80,  a ser também significado de "super eficiente" e "porra, que espectáculo!" - e ficou completamente falido, o que foi uma chatice porque, como já falámos, antes disso nadávamos em rios de dinheiro.

Portugal entrou em crise e medidas tiveram de ser tomadas: os impostos aumentaram, a atribuição de subsidios deixou de ser completamente arbitrária e passou a ter regras base, prepararam-se cortes de vencimentos, alterou-se a tabela de produtos abrangidos pelos vários tipos de imposto, etc.
De forma a restaurar a credibilidade de Portugal era urgente aprovar o OE 2011.

Governo e os vários partidos reúniram-se várias vezes - principalmente com o PSD, maior partido da oposição, que mostrou bastantes dúvidas e procurou alterar medidas tornando-as menos implacáveis para o povo - inclusivé num sabado à tarde, algo inteiramente novo para pessoas que apenas trabalham de segunda a sexta e mesmo assim de forma muito duvidosa.

Mesmo antes de aprovado era oficial: o OE 2011 era "especial". E isso trouxe-lhe consequências.
No recreio o OE 2011 não brinca com os outros OE's, porque não gostam dele. Na cantina recusa-se a comer a sopa, mas isso é porque é parvo.


Segundo Carla Rodrigues, directora-chefe do Centro de Dia de OE's, a situação "poderia ter sido completamente evitada se todos os OE's anteriores não tivessem sido elaborados por atrasados mentais e sim por pessoas minimamente competentes que soubessem - nem que por cima - o que se passava no país sobre o qual estavam a falar e a tomar medidas... dessa forma o OE 2011 nem precisava de existir e eu - e o resto dos portugueses - até escusava de pagar mais impostos no final do ano para tantar compensar as sucessivas asneiras. O futuro agora é muito mais complicado".

O Teorias das Trevas tentou também obter a opinião de várias personalidades da classe politica portuguesa mas tal foi impossivel, tendo todos afirmado estar de momento a comer gelados com a testa.

2 comentários:

sara disse...

devia-se voltar a adoptar as orelhas de burro e por os OE's anteriores (não que este tb não mereça, mas como os outros é que começaram a dar o exemplo...)sentados num canto, virados de costas para o resto da "turma". a eles, ou aos pais deles.

acho que este ano a professora não vai receber prenda de natal, nem coelhinho da pascoa dos OE's.

André Santos disse...

Começamos pelos pais... porque sabemos os nomes deles e - para facilitar - ainda andam pela zona!
Começamos por aí ;)

E sugiro uma moca de Rio Maior!